Em um cenário dinâmico e em constante transformação, o ano de 2025 foi marcado por movimentos que vêm moldando o mercado de lácteos. O crescimento de categorias de alimentos voltadas à saúde, performance e bem-estar ampliou tanto os conceitos de consumo quanto os modelos de produção. Neste artigo, apresentamos as principais tendências e expectativas para o mercado de lácteos em 2026.
Funcionalidade
Os consumidores buscam um conceito mais amplo de saúde e bem-estar integral, que considera fatores como energia, saúde mental, ansiedade e estresse, qualidade do sono e equilíbrio geral. Há uma demanda crescente por benefícios reais, provenientes da escolha por produtos mais saudáveis e com caráter preventivo, reforçando a importância da funcionalidade também nos produtos lácteos.
Indulgência consciente
A indulgência passa a ser vista de forma mais equilibrada. Os consumidores buscam a chamada “nutrição emocional”, com alimentos que despertem nostalgia, prazer e conforto, sem a necessidade de escolher entre saúde e felicidade. No mercado lácteo, isso se traduz em produtos que conciliam qualidade nutricional e experiência sensorial.
Transparência regenerativa
A crise ambiental é uma preocupação relevante para cerca de 80% dos consumidores, que reconhecem a necessidade de mudanças nos hábitos de consumo para preservar o meio ambiente e evitar impactos ambientais mais severos. Nesse contexto, a sustentabilidade na origem dos produtos deixa de ser um diferencial competitivo e passa a ser uma expectativa básica do mercado.
Consumo seletivo
O aumento do custo de vida e um consumidor mais cauteloso intensificaram dois movimentos distintos: o trade down e o trade up seletivo.
O trade down ocorre em categorias básicas, nas quais há pouca diferenciação percebida, levando o consumidor a optar por alternativas mais econômicas, como em produtos já comoditizados, a exemplo do leite UHT e do creme de leite.
Já o trade up seletivo se manifesta em categorias associadas à nutrição, performance, estética, saúde e prazer consciente. Nesses segmentos, o consumidor está disposto a pagar mais quando percebe valor agregado relevante, como no caso das bebidas lácteas com alto teor de proteína, que também se destacam como tendência para os próximos anos.
Conclusão
As tendências para 2026 indicam um mercado lácteo cada vez mais orientado por escolhas conscientes, nas quais saúde, funcionalidade, sustentabilidade e valor percebido caminham juntos. Para a cadeia produtiva, e também para as cooperativas, o desafio está em equilibrar eficiência, inovação e responsabilidade, atendendo a um consumidor mais informado, seletivo e exigente.
Fonte: MilkPoint – Kennya Siqueira (https://www.milkpoint.com.br/colunas/kennya-siqueira/as-principais-tendencias-para-o-setor-lacteo-em-2026-239881/)